E quase se entrou na histeria forçado-se uma relação causa-efeito: vacina A – morte fetal. Confesso que até eu me encolhi um bocadinho mas pensei, ingenuamente, "se os jornalistas publicam esta notícia e põem as coisas desta forma é porque foram investigar as coisas". Ou seja, "perceberam que isto de facto poderia estar fora do grupo de mortes fetais sem causa aparente que, infelizmente, são frequentes". A preocupação gerada foi compreensível, ainda para mais quando em geral as pessoas não sabem, nem têm que saber, que isto infelizmente é uma ocorrência comum (?)... pelo menos não anormal.
Depois de ouvir nas notícias alguns especialistas tentando clarificar e desdramatizar, dizendo que nada, mas nada mesmo, indica que as coisas estejam relacionadas e que a morte fetal ocorre com relativa frequência, etc etc. E mais uma vez percebi quão ingénua sou, partindo do princípio que estes profissionais se pautam pela ética no trabalho. Redondamente enganada. Estes senhores jornalistas deviam ter vergonha daquilo que fazem. Para além de fazerem mal o seu trabalho, agem provocando o pânico nas pessoas. A gripe A foi um exemplo evidente disto. Aliás, é um exemplo disto. A questão está em encontrar os outros.

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