quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Henrique

Do germânico heim, "casa", e rick, "rei, poderoso", o que poderá significar "de casa rica, forte".
Em Dicionário de Nomes Próprios

Que seja rica e forte em amor, bondade e justiça. E que dê bons e belos frutos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Henrique, grande luz pequenina

Esta luz pequenina

Esta luz pequenina vou deixá-la brilhar,
Esta luz pequenina vou deixá-la brilhar,
Esta luz pequenina vou deixá-la brilhar,
Vou deixá-la, vou deixá-la brilhar.

Esta luz de Cristo...
Onde quer que eu vá...
No homem que encontro...
No coração que sofre...
Nos caminhos da vida....

domingo, 23 de maio de 2010

Pentecostes

Mudar por dentro. Colaborar com o Espírito.

O Espírito Santo é Deus em nós. Ele nos constitui “um só corpo”, na diversidade dos dons por Ele distribuídos a cada crente. O Espírito Santo “renova a face da terra”. Passa por Ele a paz que Jesus nos deixou e nos deu.
O Pentecostes marca a transformação dos Onze e de quantos, escutando a sua pregação e testemunho, se deixam conduzir pelo Espírito da verdade. Com Ele acabou, acaba o medo, solta-se a língua, adquire-se a coragem entusiástica de testemunhar a fé no Evangelho e na pessoa de Jesus Cristo. As pessoas mudam, por dentro!
Mudar, recomeçar, implica confiança em Deus, que deseja realizar, hoje como outrora, os seus milagres em nós e por nosso intermédio, fortalecidos e iluminados pelo Consolador divino, terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Em Mensageiro de 23-05-2010

sábado, 22 de maio de 2010

Antes da cereja a flor


Acordar, ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.

"A Uma Cerejeira em Flor" de Eugénio de Andrade

domingo, 16 de maio de 2010

Rodopiando

Estou a meio.
Passados 4 meses super ocupados voltei a encontrar-me sozinha comigo mesma. Pode ser bom e mau. Vou reformular: é sempre bom mesmo que implique sofrimento. E foi o que aconteceu.
Inevitavelmente houve dias e estados sofridos. Agora está a virar.
Consegui sintetizar o que me ocupa em duas linhas. E quando olho para essa frase, que surgiu tão bela de tão perfeitamente me traduzir, fico perturbada. É verdadeiramente assustadora. Crua, ali está a realidade. Dura.
Agora há que virar, ou ir virando porque sei que nunca vou virar completamente.
Que seja. Vou andar num constante rodopio. Que seja!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Cada ludar teu": a confirmação



Sei de cor cada lugar teu
Atado em mim, a cada lugar meu
Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
Tento esquecer a mágoa
Guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
Sem ter defesas que me façam falhar
Nesse lugar mais dentro
Onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
Como se arrancassem tudo o que já foi
E até o que virá e até o que eu sonhei
Diz-me que vais guardar e abraçar
Tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o mundo nos leve p’ra longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar

"Cada lugar teu" de Mafalda Veiga

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Balançar": irresistível


Ao vivo, com Tiago Bettencourt

Pedes-me um tempo
Para balanço de vida
Mas eu sou de letras
Não me sei dividir
Para mim um balanço
É mesmo balançar
Balançar até dar balanço
E sair..

Pedes-me um sonho
Para fazer de chão
Mas eu desses não tenho
Só dos de voar
E agarras a minha mão
Com a tua mão
E prendes-me a dizer
Que me estás a salvar
De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer
Mas de que, paixão?
De que?
Se o que mata mais é não ver
O que a noite esconde
E não ter nem sentir
O vento ardente
A soprar o coração..

Pensa em mim
Dentro das mãos fechadas
O que cabe é pouco
Mas é tudo o que temos
Esqueces que às vezes
Quando falha o chão
O salto é sem rede
E tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho
Para juntar os pedaços
Mas nem tudo o que parte
Se volta a colar
E agarras a minha mão
Com a tua mão e prendes-me
E dizes-me para te salvar
De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer
Mas de que paixão?
De que?
Se o que mata mais é não ver
O que a noite esconde
E não ter nem sentir
O vento ardente
A soprar o coração

"Balançar" de Mafalda Veiga

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Os imortais": o despertar



Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente

Se a minha vida for por onde vais

A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

"Os imortais" de Mafalda Veiga

Gostos musicais

Não gostava de Mafalda Veiga. Era oficial. Porquê? Não sei bem, se calhar porque nunca escutei apenas ouvia, nunca sentia devido quem sabe ao preconceito. Porquê preconceito? Porque às vezes as pessoas que nos rodeiam influenciam-nos e cegam-nos...Se calhar também nunca houve nada que me impelisse para conhecer mais, que me fizesse sentir mesmo que ouvindo fugazmente na rádio. E aquela dupla com o João Pedro Pais :S ai ai, isso é que não...
Mas as coisas mudaram. Primeiro foram os “Imortais”: punha mais alto quando passava na rádio. Depois o “Balançar” com o Tiago Bettencourt: começou a ser irresistível. Depois o “Cada Lugar Teu”: gosto mesmo. É oficial.

domingo, 9 de maio de 2010

Roterdão - Parte II

E já cá estou outra vez. Apesar da menor ansiedade e incerteza, apesar de muito mais à vontade, estes primeiros dias foram muito duros. As saudades, a falta de ritmo, saber que afinal não poderei cumprir o prometido à minha pequena (que nos veríamos no próximo fds), sentir por antecipação a solidão... tudo isto adicionado à dificuldade que é, por vezes, estar sozinha comigo própria (aturar-me enfim) marcaram estes dias.
Hoje foi a reviravolta, pelo menos assim parece, assim o espero.

sábado, 27 de março de 2010

Estranhos estes últimos tempos...

Já não sei não fazer nada. Já não sei viver sem ter um prazo para amanhã ou para depois.
Claro que tenho algumas coisas em alguma lista, algures, mas o que não me vem à cabeça é algo daquelas coisas que nos descontrai muito e ao mesmo tempo nos dá prazer. Não durante apenas 1 hora, estava a pensar algo de fds, que não tenho feito de todo...
Desde o 4 de Janeiro que não tive um único fds em que não tivesse o tempo quase cronometrado, as tarefas todas bem identificadas. Tinha aulas, deadlines, um contínuo de afazeres que não me permitiam baixar a guarda e, de repente, algo mudou. Hoje, amanhã e 2ª, até às 23, teria que ter um paper pronto mas deram-me um presente de Páscoa: deadline adiada um mês. Fantástico, dá-me tempo para experimentar outra coisas. Mas não vai ser hoje pois a minha cabeça e o meu corpo já gritam "páááááára!" Então parei... e agora ?!?! :S
O meu querido R. obrigou-me a vir aqui. :) Obrigou-me a escrever, a pôr um post. E cá estou.

Já tenho programa para amanhã, e bom. Mas a sensação de não saber o que fazer permanece.
Muitos estranhos estes últimos tempos. Muito trabalho, muito cansaço. E quando diminuem um pouco o meu corpo não se adapta e o meu espírito inquieta-se. Preciso mesmo de parar. Preciso mesmo de me ordenar. Esta semana santa está decidido, vou ter um fds mutíssimo prolongado: 5ª a 2ª ou 3ª. Sem culpas, sem tentações de trabalho. Para me restabelecer, para me equilibrar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aguentar...

- Aguentar ...
suportar o mundo com os seus enigmas, as suas crueldades,
os sofrimentos inexplicáveis,
com a suas mudanças imprevistas ou indesejáveis.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Resistir, com Jesus

Nos 40 dias de deserto Jesus "aguentou".
É o que temos de fazer: aguentar!
- Aguentar o tempo: saber esperar, não perder a esperança;
aguentar a solidão e o desconforto, sem desanimar;
aguentar-nos a nós mesmos, com as limitações pessoais,
com os erros que cometemos,
com a imperfeição de que nos não libertamos,
com os problemas que não sabemos e/ou não podemos resolver;
suportar o abismo existente entre os meus ideais
e a diminuta concretização deles.
- Aguentar os outros: diferentes de nós no modo de pensar,
de sentir, de actuar;
suportar o mundo com os seus enigmas, as suas crueldades,
os sofrimentos inexplicáveis,
com a suas mudanças imprevistas ou indesejáveis.
- Aguentar a Igreja, com as suas deficiências, a sua aparente imobilidade,
os seus membros demasiado "humanos" e pecadores.
- Aguentar o próprio Deus, que não dá respostas claras às nossas interrogações,
que permite que soframos e façamos sofrer!

Em Mensageiro de Fevereiro 2010 (Dom, 21)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Obama recebe hoje o Dalai Lama

Neste momento vejo pouca televisão em directo. Praticamente as notícias. De resto prefiro seleccionar os programas e vê-los ao meu ritmo, quando, como e onde quero, e sem intervalos. Séries apenas tenho visto em dvd, aliás ando a devorar os "Homens do Presidente", eu e o R.(esta frase saiu estranha!)...
Hoje, quando li esta notícia no Público, pensei logo num episódio desta série: quando o Presidente dos EUA tinha que resolver constrangimentos encontrando-se "por mero acaso" em algum evento com alguém com quem um encontro oficial provocaria reacções menos boas fora do seu país.
Hoje fico muito contente por o actual presidente do EUA pôr finalmente as reservas de lado e encontrar-se com Dalai Lama. Parece-me que este acto tantas vezes adiado ou evitado até será, neste momento, um sinal de afirmação. É sem dúvida um sinal muito importante e também um acto de coragem.
"Yes, we can"!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hold Still

Gostava muito de Silence 4. E continuo. Mesmo não sendo algo que vá buscar muitas vezes, quando os oiço sabe muito bem.
Gosto de David Fonseca. Descobri a Rita Redshoes e gostei logo. E gostei muito. (Falhei os concertos dela mas tentarei ir, mesmo, ainda não desisti) Ouvi-los aos dois é muito bom também.
Gosto das vozes, da sonoridade da música. Das letras, dos estilos. Sei lá. Há uma grande empatia, uma grande identificação.
E hoje ouvia, a caminho de casa, o Hold Still e apeteceu-me ir buscá-lo. E aqui vai.
E aqui vai lembrando-me de quem hoje me falta e, não estando aqui, está por aí.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Atenção aos Bzzzzz

Depois de atacada pelo Buzz dei uma vista de olhos no Ciência Hoje e vejo uma notícia intitulada "Abelhas com memória de elefante, Estudo indica que insectos conseguem distinguir traços de rostos humanos". Pelos vistos as abelhas fixam traços faciais... foge... ou (só para alguns) "vai-te embora amigo".
Eu sei, este humor de final de noite está um pouco amarelado. Estou mesmo a precisar de um coulant ;).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Desejar em grande e assumi-lo

Hoje ouvia a Rádio Comercial e ouvia que a Shakira fazia 33 anos (como eu este ano) uma actriz (cujo nome já não me recordo) 35 anos, e o Cristiano Ronaldo 25… 25… 25anos! Só!!! E pensei: “só com 25 e já chegou onde chegou, é um pouco chocante de tão impressionante”. E depois vejo o seguinte escrito, no Público:
"Tivesse eu nascido com o talento do Ronaldo e não teria de ter trabalhado tão duramente como trabalhei!" Luís Figo, um dos melhores jogadores portugueses de sempre, expressou bem a singularidade do seu compatriota Cristiano no mundo do futebol. O fenómeno madeirense completa hoje um quarto de século e já soma uma quantidade apreciável de títulos, numa carreira que leva nove anos ao mais alto nível. Até onde pretende chegar, já o confessou sem falsas modéstias: "Quero ser o melhor de todos os tempos".
E agora ainda me continua a surpreender.
Alto, muito alto ele já chegou. Mas mais alto quer chegar e assume-o, inteiramente. Parabéns pelos 25 anos mas principalmente parabéns pela frontalidade e pela coragem. Parece que afinal os 25 anos não são só nos pés…