quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Somos bons pais!

Muitas vezes quando a minha filha me surpreende com o seu comportamento, quando mostra sensatez, carinho, enfim quando assume comportamentos pouco usuais para a sua idade penso que nós damos uma ajudinha mas logo logo desvalorizo o nosso contributo, o meu contributo, e penso que na verdade ela tem traços de personalidade que a fazem assim. É resultado mais dela própria do que do ambiente que a rodeia, em particular dos pais dela.
Mas ao comentar determinadas atitudes dela com uma psicóloga que conhece alguma coisa do que nós somos enquanto família, e transmitindo-lhe precisamente a ideia anterior, ela discorda. E diz que de facto a E. é uma menina cuidadora, entre outras coisas, mas que o facto de ela reagir da forma como eu descrevi deve-se a nós, pais dela, àquilo que vê e àquilo que lhe damos. E não colocou "mas" nem "para além de", não. Foi muito taxativa: deve-se a nós. E eu pensei cá para comigo: "deixa de ser parvinha e permite-te a sensação de felicidade e de orgulho por seres a impulsionadora de algo que consideras tão maravilhoso". E pronto, dei-me a esse luxo. Porque tendo em conta a minha personalidade obsessiva e perfeccionista, isto é um luxo e ter-mo permitido é uma vitória.
Entretanto ouvi um podcast que veio mesmo a calhar!
Para os pais da minha filha :) e para todos os pais que leiam isto:

Dias do Avesso de 2009-12-01

2 comentários:

R disse...

Ena!

Concordo com o que escreves, acho um exagero o que dizem a Isabel Stillwell e o Eduardo Sá.
Acho que somos bons ou maus pais na medida em que amamos os nossos filhos, e não pela quantidade/qualidade de coisas que fazemos por eles, com a Isabel e o Eduardo parecem sugerir.
Não acho de maneira nenhuma que amemos mais os nossos filhos do que os nossos pais nos amaram a nós, ou os deles a eles.

Quanto à E. ... o amor gera amor.

A Menina dos Balões disse...

Acho que o que está em questão não é o amor mas sim as preocupações, o tempo com e por eles.