Depois de uma grande festa, de uma crise de asma com estadia hospitalar, as rotinas começam a recompor-se... mas o dia de ontem ficou marcado por uma notícia: um amigo, mais do que amigo...vai-se embora, rumo ao Alentejo. O estranho disto é que não é ele que decide, não é por sua vontade, é-lhe imposto, ponto, sem mais. É estranho, muito estranho... normalmente vamos para onde estão os nossos laços, para onde temos emprego, algumas vezes queremos, outras nem tanto...mas somos nós a decidir. De qualquer modo não nos é imposto por um superior sair de um sítio e mudar completamente de vida... não é de emprego, é de vida, de tudo... Não acho justo, nem para ele, nem para nós. Claro que se sentisse que ele estava feliz com a partida, mas não é o caso...
É curioso constatar que a maioria das pessoas, quando pensam na vida consagrada, pensam noutras limitações e restrições e, em geral, não pensam nesta, nem se apercebem... Se calhar a gestão dos recursos humanos de uma ordem, de uma igreja, tem que ser assim mas não deixa de ser castrador e até um pouco opressivo.
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2 comentários:
Querida, entendo perfeitamente o que queres dizer... por outro lado, a vida religiosa enquanto opção tem essa condicionante.
Fui surpreendida e estou antecipadamente saudosa...no entanto, quando penso porque ou como conheci pessoas especiais pelo caminho, foi normalmente porque alguém, algures ficou a perder.Que possamos ser nós.
É uma tentação querermos por perto aqueles de quem gostamos, mas é um acto de amor maior, deixar partir.
Obrigada amiga.
Um grande beijinho para ti.
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